sábado, 11 de dezembro de 2010

Thaphna Albuquerque Magalhães

Doce é a vida quando a tornamos doce.
Às vezes, perceber que o outro precisa
De apenas um olhar de doçura,
E, então, permitir-lhe esse olhar.
Às vezes, perceber que o outro precisa
De apenas um ombro amigo,
E, então, ceder-lhe esse ombro.
Doce é a vida quando sabemos compartilhá-la,
Quando entregamos um favo de mel
A quem nos dá um chá de fel.
Quando ajoelhamos para orar
Por quem nos traiu ou magoou.
Caminhar na areia da praia,
Passear pelo jardim verde e florido,
Parar para admirar a lua cheia,
Sentar sobre a rocha do mar
Só pra ver o sol se pôr,
Preparar aquela receita nova,
Cantar aquela canção de amor,
Ouvir o barulhinho da água,
Ouvir o canto dos pássaros,
Admirar a beleza do azul do céu,
Plantar flores pelo caminho de alguém,
Aprender a tocar um instrumento,
Aprender algo novo.
Como é gostosa a vida!
E podemos acrescentar a ela
Ainda mais sabor:
Uma pitada de cravo,
Uma pitada de canela,
Uma pitada de amor.

Sem esperança que leia, sem esperança de falar, ouvir ou mesmo se quer ver, o mundo roda, nós rodamos o mundo e em algum lugar do passado esquecemos de alguns caminhos por onde passamos, mas não lembro de deixar as magoas manchar o caminho por onde passei, será que desculpas por algo que não imagino seria suficiente, boas lembras,,, vagas memórias...

Stocolmo inerte pelo frio